E o horror?

 

O gênero de horror foi o último que descobri. Resolvi à época compensar e ver tudo quanto é título, seja sobre vampiros, maníacos, fantasmas, bruxas, zumbis. Até hoje não me esqueço de filmes como “A Vingança do Espantalho”, “Armário do Diabo”, “A Maldição dos Mortos Vivos”, “A Casa que Pingava Sangue”, “O Bebê de Rosemary” e “Dia dos Mortos”(esse ninguém esquece, um dos melhores do diretor). Só o trailler do filme do grande George Romero, com a voz do narrador, provoca arrepios. O dedilhado do mestre Rick Wakeman na trilha sonora da série “Creepshow” era coisa de louco, até hoje me divirto. O segmento do 'tapete assassino do lago' era um dos meus preferidos. Hoje não daria nem um centavo para muitos filmes que tiraram meu sono quando pequeno. Acho graça de muitos, durmo com outros, ou indico alguns para os menos exigentes. Admito que não tinha muita paciência para os monstros sagrados dos filmes da Hammer, hoje aprecio alguns. Depois veio a finada 'Dado Grupos' no Brasil, uma dessas distribuidoras de fundo de quintal, que lançou o primeiro Dario Argento e alguns filmes do Lucio Fulci e títulos de outros cineastas italianos. Hoje é fácil ver a filmografia completa desses dois gigantes, mas naquela época soltava rojões quando enxergava os nomes deles brilhando nas prateleiras. Hoje os tutores do gênero não passam de engodos. Tem até diretor inerte entrando no terreno e enganando muita gente. Tá tudo um saco. Tragam-me um eparema.

 

 

 

 

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